Batom e Botas da Tropa

Catarina Pinho. Com tecnologia do Blogger.
Em Itália, num verão qualquer na década de 80. Elio é um miúdo de 17 anos que divide a sua vida entre livros e música. Oliver é o assistente de verão do pai de Elio que chega a Itália para o ajudar com a sua pesquisa de arqueologia. Entre passeios de bicicleta pelas belas paisagens italianas, jogos de voleibol, mergulhos, alperces e músicas tocadas a guitarra ou piano, nasce uma inesperada paixão de verão. Paixão esta que tem tanto de inocente e juvenil como de erótica e intensa - um pouco como o filme, no fundo.
O romance é a história do filme mas a essência é o Elio. É este rapaz de 17 anos que olha para Oliver ao início com ciúme e admiração e que termina a olhar para ele com olhos apaixonados. É este rapaz que entra no filme com o rosto inocente da adolescência e sai dele com um amadurecimento avassalador. É este rapaz que vive um verão de descoberta da sexualidade e de auto-conhecimento [entre um namorico com uma rapariga e O seu amor de verão]. E é por isso que este filme é dele. Dele e do ator que o interpreta, Timothée Chalamet. A insegurança, a dúvida e as fragilidades dos 17 anos estão todas ali expostas no Elio, nos seus gestos, nas suas hesitações e na sua voz. Está tudo ali nos seus olhos de uma forma tão pura e verdadeira. Este romance transforma-se assim numa história de amor universal, deixando a questão da homossexualidade de lado por uns momentos, porque todos nós na nossa adolescência tivemos um pouco do Elio e isso é mesmo bonito de se ver espelhado no grande ecrã.
O "Chama-me Pelo Teu Nome", dirigido por Luca Guadagnino tem como base o romance - como o mesmo nome - de André Aciman e visualmente é uma autêntica ode aos Verões do sul de Europa numa paleta de cores com muitos azuis, muitos verdes, muitos amarelos e muitos laranjas avermelhados. Um filme bonito, de ritmo calmo e com um final que nos deixa arrebatados - bastou um discurso final do pai e um plano de Elio nos últimos segundos para que, garantidamente, nunca me vá esquecer deste filme. Não sei se vence o Óscar de melhor filme - já vi "Três Cartazes À Beira da Estrada" e acho-o um vencedor mais provável - mas espero que pelo menos o Timothée leve a estatueta de melhor ator. [Fica também a promessa de ler o livro, normalmente não me costuma acontecer mas este filme deu-me vontade de ler o livro original].

Porquê o alperce?
Bem, o alperce é um elemento simbólico que aparece várias vezes ao longo do filme. Começa com uma conversa entre Oliver e o pai de Elio onde se discute a origem etimológica da palavra "alperce". Ficamos a saber que o seu significado-raiz bem de "prematuro". Se fizermos um paralelismo com Elio e a fase de vida em que se encontra - um puro adolescente a dar os primeiros passos no mundo da sexualidade - faz todo o sentido. O alperce vai aparecendo mais vezes - nas árvores da casa de verão ou na mesa às refeições - e é até mesmo protagonista numa das cenas eróticas do filme.

[Sei que estive algum tempo afastada do blog e provavelmente muitos de vocês repararam que este esteve inactivo durante algum tempo. Estou numa fase em que não sei bem aquilo que quero fazer e aquilo com que mais me identifico pelo que o blog acabou por sofrer com isso - pensei inclusive em criar um espaço novo ou em remodelar por completo este mas não sei, não sei. Hoje apeteceu-me escrever e assim o fiz. No entanto, não prometo um regresso a 100%. Espero que tenham gostado na mesma desta publicação e desculpem qualquer coisa.]
Closer
O Closer é uma peça cinematográfica que olha de perto para as fraquezas do ser humano e para os problemas das relações amorosas contemporâneas. Um roteiro que se aproxima da vida real marcado por traições, relacionamentos e relações sexuais entre quatro personagens - que juntas formam uma quadrado amoroso que percorre toda a narrativa. Um jornalista fracassado (Dan) cruza-se por acaso com Alice, uma stripper. Passado algum tempo, Dan conhece Ana - uma fotógrafa - e apaixona-se. Entretanto, Ana envolve-se com Larry, um médico e quando damos por isso já Alice e Larry sentem uma enorme atracção um pelo outro. Não é confuso, é dinâmico, frenético - com avanços longos ou curtos no tempo - e prende-nos ao ecrã. É imprevisível, como o amor e as relações. O maior traço do filme são as personalidades fortes que acabam por definir discursos vincados, marcantes, livres de pudores e sem paninhos quentes. Os diálogos são agressivos e fazem com que filme mereça bolinha vermelha - mesmo sem haver cenas de sexo ou de nudez. [isto foi uma das coisas que achei mais interessantes no filme]
É um filme sincero, muito bem definido e sem pós mágicos. É um jogo de amor-ódio, um tabuleiro onde relações quase doentias se defrontam e onde há espaço para vários comportamentos incorrectos mas reais e humanos - e onde o amor verdadeiro não entra. Esta peça tem ainda um elenco de luxo e uma das personagens femininas mais interessantes - e com mais mistério, com mais sensualidade e polémica - da história do cinema com Alice, interpretada por Natalie Portman. Para terminar tenho de referir a música The Blower's Daughter do Damien Rice que tão bem emoldura este filme em alguns momentos.
The Grand Budapest Hotel
O The Grand Budapest Hotel é como aqueles bolos que de tão bonitos e decorados que são nem dão vontade de comer. O Wes Anderson é provavelmente um dos meus realizadores de cinema preferidos. Planos perfeitamente simétricos, alinhados ao milímetro e preenchidos com cores ricas ou tons pastel são marca do realizador e traços que me deixam agarrada ao ecrã a observar cada frame meticulosamente. Os filmes deste senhor são os melhores para quem tem um ligeiro transtorno obsessivo-compulsivo, está tudo no sítio perfeito no tempo perfeito. Mas o The Grand Budapest Hotel não é apenas um boa fotografia e uma realização exemplar, é também uma história épica.
Na República de Zubrowka - uma país fictício da Europa - existe um luxuoso e excêntrico hotel, o hotel Grande Budapeste. A narrativa decorre no ano de 1930 em torno de Gustave, o recepcionista do hotel conhecido por receber os melhores hóspedes da melhor maneira, e de Zero, o mais receite bagageiro do hotel. Tudo está tranquilo até que Gustave é acusado do homicídio de uma das fiéis clientes do hotel - e sua amante - e do roubo de uma obra de arte valiosa. Para provar a sua inocência e salvar o hotel da ruína o recepcionista irá contar a ajuda de Zero - que se tornou no seu único amigo de confiança.
Este filme é uma pequena aventura salpicada de pequenos crimes, personagens peculiares e cenários elegantemente extravagantes. Uma comédia vincada e de estilo próprio onde há espaço para histórias de amor e onde ainda se toca ao de leve nas mudanças que a guerra provocou na Europa nos anos 20.
Já viram algum destes filmes?
Cozinhar duas vezes por dia implica um grande esforço criativo para não estar sempre a jantar e almoçar a mesma comida - é que torna-se aborrecido. Aliando isso à falta de tempo e paciência, é indispensável procurar soluções rápidas, fáceis de fazer mas que sejam deliciosas. Decidi que vou partilhar pontualmente alguns dos pratos rápidos que faço tanto para jantar/almoços como para pequenos-almoços e lanches. Hoje trago-vos uma tosta de abacate e ovo - algo muito simples mas muito saboroso.
Costumo fazer duas tostas para ser uma refeição mais composta. Para isso, precisam de duas fatias de pão de forma, dois ovos, um abacate, sumo de limão, pimenta, sal e oregãos ou salsa ou os dois. Isto para a base pois podem acresentar outras coisas como queijo fresco, rúcula, frango fatiado, tomate, salmão, alface ou - como eu fiz - duas fatias de fiambre de peru.
1 - O primeiro passo é abrir o abacate, tirar o recheio da casca com uma colher e esmagá-lo numa tigela com um garfo. Depois temperam com sumo de limão, sal e pimenta (pimenta e abacate combinam mesmo muito bem). No final, só têm de misturar muito bem até formar uma pasta.
2 - De seguida, colocam uma frigideira ao lume sem nada onde apenas vão torrar as fatias do pão de forma - ou usem a torradeira, claro.
3 - O último passo são os ovos escalfados - também podem fazer estrelados. Colocam um tacho com água a ferver com sal e só têm de abrir os ovos directamente na água. Deixem estar cerca de dois minutos pois queremos que a gema fique um pouco líquida.
Para terminar só têm de colocar todos os ingredientes no pão de forma - o ovo deve ser o último a ser colocado - e temperar com o que preferirem.
No próximo dia 2 de Novembro a loja online e algumas superfícies físicas seleccionadas da H&M - aqui em Portugal, no Chiado - recebem a nova colaboração e colecção limitada. Erdem foi a escolha deste ano o que resultou numa colecção romântica, florida e de traços muito vitorianos - como é característica da marca. Criou-se aquilo a que chamei um jardim vitoriano onde padrões escuros de flores coabitam com rendas, laços, folhos e golas salientes. Isto, tanto na colecção feminina como na masculina - uma estreia para o estilista Erdem Moralioglu. A colecção traz-nos ainda blazers, calças de fatos, sobretudos de corte masculino e camisolas de malha. Nos acessórios temos lenços, laços que podem usar-se na roupa ou no cabelo, malas em pele e calçado florido tanto para ele como para ela. Reconhece que é uma das minhas colaborações preferidas da H&M tanto pelo romantismo e traços da época vitoriana como pelas cores e linhas estruturadas e elegantes. Os preços vão dos 19,99 de umas collants aos 299 de um vestido na colecção feminina e dos 24,99 de uma gravata aos 299 dos sobretudos na colecção masculina. Fiquem com algumas das peças e fotografias do editorial: 
[podem ver todas as peças e respetivos preços AQUI]

PS: Obrigada pelas vossas mensagens no último post. Vou tentar manter o blog com publicações que gosto e com que me identifico mesmo que não seja com tanta frequência quanto gostaria.
Mensagens mais recentes Mensagens antigas Página inicial

A Blogger

A Blogger
Catarina Pinho. 21 anos. Estudante de Ciências da Comunicação. Uma rapariga ecléctica e apaixonada pela vida.

Contacto

batomebotasdatropa.gmail.com

Seguidores

Copyright © 2016 Batom e Botas da Tropa. Created by OddThemes & Free Wordpress Themes 2018