No próximo dia 2 de Novembro a loja online e algumas superfícies físicas seleccionadas da H&M - aqui em Portugal, no Chiado - recebem a nova colaboração e colecção limitada. Erdem foi a escolha deste ano o que resultou numa colecção romântica, florida e de traços muito vitorianos - como é característica da marca. Criou-se aquilo a que chamei um jardim vitoriano onde padrões escuros de flores coabitam com rendas, laços, folhos e golas salientes. Isto, tanto na colecção feminina como na masculina - uma estreia para o estilista Erdem Moralioglu. A colecção traz-nos ainda blazers, calças de fatos, sobretudos de corte masculino e camisolas de malha. Nos acessórios temos lenços, laços que podem usar-se na roupa ou no cabelo, malas em pele e calçado florido tanto para ele como para ela. Reconhece que é uma das minhas colaborações preferidas da H&M tanto pelo romantismo e traços da época vitoriana como pelas cores e linhas estruturadas e elegantes. Os preços vão dos 19,99 de umas collants aos 299 de um vestido na colecção feminina e dos 24,99 de uma gravata aos 299 dos sobretudos na colecção masculina. Fiquem com algumas das peças e fotografias do editorial:
[podem ver todas as peças e respetivos preços AQUI]
PS: Obrigada pelas vossas mensagens no último post. Vou tentar manter o blog com publicações que gosto e com que me identifico mesmo que não seja com tanta frequência quanto gostaria.
O outfit de hoje serve apenas para embelezar um pequeno desabafo, pelo que não vou falar dele neste texto. Sinto necessidade de escrever sobre a desmotivação em relação ao blog e a falta de inspiração que tem pairado sobre mim nas últimas semanas. Ao longo destes anos tive alguns momentos em que não sabia o que publicar, em que me faltavam as ideias. Agora é diferente, tenho algumas ideais mas falta-me a força e a inspiração para as por em prática de uma forma diferente, criativa e que me reflicta. Se vocês soubessem quanto tempo demorei a preparar a publicação anterior - sobre as semanas de moda - e quantas vezes fiz e refiz as montagens, iam perceber o impasse em que me encontro. Tudo me soa a repetitivo, tudo me parece que não é suficientemente bom e nada me deixa orgulhosa. As fotografias dos outfits são outra das coisas que me tem aborrecido porque acho que já houve alturas em que foram muito melhores do que são agora. Sinto que regredi. É uma sensação estranha. Numa hora tenho uma ideia, depois já não gosto dela ou acho que já não é boa o suficiente, depois adio, depois preparo-a, depois volto a adiá-la e depois acabo por publicá-la por obrigação ou porque - passado um mês - até ficou boa. Às vezes nem sei se estou a fazer publicações porque gosto ou se as faço por hábito ou obrigação. Sinto-me um pouco a sufocar quando penso no blog e a ideia de o deixar tem levitado na minha cabeça algumas vezes. No entanto, não sei se tenho coragem para abandonar algo pelo qual tive - ou tenho, nem sei - tanta paixão e à qual dediquei tanto tempo e esforço. [graças a isto as estatísticas do blog desceram imenso, o que também não é muito motivador].
Valentino protagonizou uma das melhores colecções da estação. Trouxe uma nova abordagem marcada por peças mais desportivas e de traços futuristas que conviveram muito bem com as linhas mais românticas características da marca - tons rosados, lantejoulas discretas e vestidos mais delicados foram o ponto chave. O resultado foi perfeitamente equilibrado e harmonioso. Givenchy
Givenchy teve cortes masculinos em casacos e calças, peles em tons terra e estampados fluídos. Na paleta de cores predominaram cores neutras como o azul marinho, o branco e o preto mas houve espaço para o camel, o terracota, o vermelho e para alguns azuis mais vivos. Uma colecção que me agradou bastante pela coesão e por combinar elementos de estilos diferentes e que funcionaram tão bem juntos. Bradon Maxwell
Brandon Maxwell ficou marcado pelos brancos, pela mistura de rosa com vermelho, pelo minimalismo dos cortes, pelos salpicos de amarelo em looks monocromáticos, pelas saias fluídas até aos pés e pelos conjuntos de calças de ganga. O balanço perfeito entre o elegante e o casual numa colecção onde a palete de cores é mesmo a minha cara. Alexander McQueen
Se é para ser edgy e irreverente, é para ser Alexander McQueen. Nesta colecção ouve negro, pele e botas de inspiração punk mas também houve rendas, tules em rosa avermelhado e bordados de flores. Não há ninguém que use tão bem este contraste entre o punk/edgy e o romântico - nem que brinque tão bem com as texturas. Yves Saint Laurent
Yves Saint Laurent tem sempre a capacidade de nos transportar para os mágicos anos 90. Esta colecção começou com calções de pele preta acompanhados de tops fluídos e decotados ou de peças em renda transparente numa onda muito festivaleira e cheia de rock n' roll. Na segunda parte, os vestidos e blusas balão trouxeram-nos um pouco dos anos 70/80 sem perder a rebeldia e a sensualidade da década de 90. Louis Vuitton
As colecções de Louis Vuitton costumam ser sempre sobre o futuro mas nesta estação deixaram entrar também o passado. Casacos com bordado que podiam ter sido usados por réis e rainhas combinaram na perfeição com calças desportivas e ténis. Ao mesmo tempo, vestidos e blusas com padrões floridos foram decorados com elementos irreverentes em pele. Existem dois conjuntos que não me saem da cabeça: o todo branco com o colete e o do vestido verde - ah e camisola de Stranger Things, claro.
Nina Ricci
Nina Ricci foi muito militar, muito feminina e muito a remeter para os loucos anos 20. Ombreiras, plumas e franjas foram os elementos chave que tornaram a colecção especial. Gosto sempre dos traços femininos da marca e o contraste com os casacos sólidos de linhas militares agradou-me imenso. Nos tons, fiquei rendida quando o amarelo pastel entrou em cena - mesmo quando acompanhado do preto. Oscar de La Renta
Oscar de La Renta manteve a elegância a que nos tem habituado ao mesmo tempo que se demonstrou casual e divertida. A palete de cores onde brilharam amarelos, rosas, vermelhos e amarelos [sempre ao lado do preto e branco] foram o ponto alto assim como os vestidos de gala em tule colorido ou decorados com lantejoulas - e os padrões originais que pareciam obras de arte.
Chanel
Em Chanel tudo girou em torno da água. No cenário haviam cascatas e nas roupas viam-se muitos azuis esverdeados e verdes azulados. O líquido da vida inspirou as botas, as malas, os chapéus e as peças de roupa em vinil transparente e impermeável - o elemento que percorreu toda a colecção e que conviveu tão bem com o clássico tweed. Destaque também para a vibrante maquilhagem. Carolina Herrera
Carolina Herrera ficou marcada por uma elegância soberba em vários tons de amarelo, azul e branco. Vestidos fluídos ou mais estruturados que tanto podiam ser mais minimalistas como mais arrojados - misturando cores e padrões - foram o ponto alto desta colecção que gritava verão a cada minuto de desfile. Tom Ford
Tom Ford apresentou uma colecção onde o preto, o branco e a ganga foram protagonistas. No entanto, foram os ocasionais salpicos de cores que uniram toda a colecção. Blazers de ombros largos, bralets, gabardines em pele - as minhas peças preferidas a par do fato preto - e vestidos colocados ao corpo foram as peças que mais se destacaram neste desfile que teve uma leve sensualidade típica dos anos 90. Qual a vossa preferida?
Moda & Cabelo Na categoria de roupa apenas destaco esta camisa de ganga comprada nos últimos saldos. É muito prática, versátil e perfeita para os dias mais frescos que agora se fazem sentir. Acompanhou-me muitas vezes porque cabe facilmente em qualquer mala sem amarrotar. E verdade seja dita, é uma peça que dá logo uma dose de pinta extra a qualquerlook.
Na secção de beleza - mais precisamente de cabelos - mostro-vos o novo champô da The Body Shopque tenho usado nas últimas semanas. É dedicado a cabelos normais mas a sua componente purificante faz com que seja adequado a cabelos mais oleosos sem se tornar agressivo para o couro cabeludo. Até agora estou a gostar bastante da sensação de limpeza e de frescura que sinto depois de o usar e do facto de conseguir lavar o cabelo apenas de dois em dois dias. No entanto, a experiência de quem já usou imensos champôs diferentes diz-me que só a longo prazo poderei ter uma opinião completa. Estava a pensar em elaborar uma publicação sobre todos os champôs para cabelos normais a oleosos que já experimentei, o que acham?
Filmes
O I Origins é um filme que mistura ficção científica com romance e drama. O Dr. Ian Grey é um cientista apaixonado por olhos e obcecado por provar que o desenvolvimento do olhar humano faz parte da evolução natural e não de uma entidade divina como é defendido pela religião. A meio da sua pesquisa Ian apaixona-se por Sofi, uma rapariga muito espiritual e com uns olhos muito particulares. O romance entre os dois é apenas o ponto de partida para o tema central do filme, um confronto entre a ciência e a religião. Além de o ter achado um filme muito interessante tanto por girar em torno da questão do olhar como por desenvolver uma ligação entre ciência e espiritualidade, adorei os diálogos e a fotografia. É uma obra com algumas falhas mas tem tantos pontos positivos que não consegui não adorá-lo. Recomendo vivamente.
O Little Miss Sunshine é uma lufada de ar fresco cheia de pequenas mensagens e lições importantes. A história começa quando a pequena Olivie é classificada para participar num concurso de beleza. Para que ela concretize o seu sonho, toda a família - o avô que consume drogas, o pai fracassado profissionalmente, a mãe que divide a sua vida entre os problemas de todos e o tabaco, o tio que se tentou suicidar e o seu irmão revoltado que fez um voto de silêncio - partem rumo à Califórnia numa carrinha pão-de-forma. O filme é preenchido por todas as peripécias que eles enfrentam durante a viagem, das mais cómicas às mais dramáticas, das mais alegres às mais infelizes. Ao mesmo tempo que vão percorrendo quilómetros vão crescendo como pessoas e como família. Além de ser uma obra-prima pela mensagem, é uma obra-prima pelo fantástico elenco e pela maravilhosa fotografia - e pelo equilíbrio entre comédia e drama.
Inspirado em fatos reais, The Last King of Scotland é um drama político sobre a ditadura de Idi Amim no Uganda durante os anos 70 contada pela perspectiva do seu médico pessoal. Nicholas - interpretado pelo muito atraente James McAvoy - é um médico escocês que decidi ir para o Uganda ajudar a população num hospital rural mas que acaba por se tornar no médico pessoal e no confidente de Idi Amim. Um filme forte sobre um ditador responsável por mais de 300 mil mortes e um homem que cometeu muitos erros e que se apercebeu tarde daquilo de que era cúmplice. Uma obra interessante para percebermos quão subtilmente uma ditadura se instala num país e como conseguimos não ver - ou não querer ver - aquilo que está mesmo a acontecer à nossa frente. Uma fotografia saturada muito bonita, uma grande interpretação de Whitaker e de McAvoy e uma pequena dose de planos chocantes que demoraram dias a desaparecer do meu pensamento.
Vídeos
A Diesel é detentora de algumas das melhores campanhas da indústria da moda - como a Make Love Not Walls lançada em Fevereiro deste ano. Em Setembro lançou a Go With The Flaw, uma campanha que mostra o quão bonitas certas "falhas" podem ser e que diz não à perfeição. Achei lindo!
Descobri um canal no youtube que é uma máquina do tempo para os anos setenta. Freya Haley - também nome do canal - é uma rapariga apaixonada pelas décadas passadas e que transmite esse amor na sua forma de vestir, na decoração da sua casa, na edição artística dos vídeo e no seu gosto musical. Os seus lookbooks, hauls, vídeos sobre receitas vegan ou pequenos filmes sobre férias e momentos são um dose de inspiração tremenda cheia de bom gosto. Quando conheci o canal fiquei tão obcecada que vi quase todos os seus vídeos antigos. Vejam, não se vão arrepender. Música
Este mês foi passado a ouvir as paixões musicais do verão - que vos fui falando nos últimos favoritos - mas também a cantarolar The Beatles e a dar alguma atenção a nomes portugueses. Vi Capitão Fausto e Linda Martini ao vivo em Setembro e algumas das músicas passaram directamente do concerto para a playlist diária. Serei sempre uma apaixonada pelas letras da Tem de Ser e da Febre dos Capitão Fausto mas também pelo instrumental poderoso e pelas frases curtas e fortes da Dá-me A Tua Melhor Faca e da Cem Metros Sereia dos Linda Martini. Outros nome que encontram na playlist são Father John Misty e a sua Holy Shit que tão bem descreve os dias de hoje, Slow J sempre original com a nova música Fome, Vacations a lembrar Mac Demarco, entre outros.