Batom e Botas da Tropa

Catarina Pinho. Com tecnologia do Blogger.
Valentino
Valentino protagonizou uma das melhores colecções da estação. Trouxe uma nova abordagem marcada por peças mais desportivas e de traços futuristas que conviveram muito bem com as linhas mais românticas características da marca - tons rosados, lantejoulas discretas e vestidos mais delicados foram o ponto chave. O resultado foi perfeitamente equilibrado e harmonioso.
Givenchy
Givenchy teve cortes masculinos em casacos e calças, peles em tons terra e estampados fluídos. Na paleta de cores predominaram cores neutras como o azul marinho, o branco e o preto mas houve espaço para o camel, o terracota, o vermelho e para alguns azuis mais vivos. Uma colecção que me agradou bastante pela coesão e por combinar elementos de estilos diferentes e que funcionaram tão bem juntos.
Bradon Maxwell
Brandon Maxwell ficou marcado pelos brancos, pela mistura de rosa com vermelho, pelo minimalismo dos cortes, pelos salpicos de amarelo em looks monocromáticos, pelas saias fluídas até aos pés e pelos conjuntos de calças de ganga. O balanço perfeito entre o elegante e o casual numa colecção onde a palete de cores é mesmo a minha cara.
Alexander McQueen
Se é para ser edgy e irreverente, é para ser Alexander McQueen. Nesta colecção ouve negro, pele e botas de inspiração punk mas também houve rendas, tules em rosa avermelhado e bordados de flores. Não há ninguém que use tão bem este contraste entre o punk/edgy e o romântico - nem que brinque tão bem com as texturas.
Yves Saint Laurent
 Yves Saint Laurent tem sempre a capacidade de nos transportar para os mágicos anos 90. Esta colecção começou com calções de pele preta acompanhados de tops fluídos e decotados ou de peças em renda transparente numa onda muito festivaleira e cheia de rock n' roll. Na segunda parte, os vestidos e blusas balão trouxeram-nos um pouco dos anos 70/80 sem perder a rebeldia e a sensualidade da década de 90. 
Louis Vuitton
 As colecções de Louis Vuitton costumam ser sempre sobre o futuro mas nesta estação deixaram entrar também o passado. Casacos com bordado que podiam ter sido usados por réis e rainhas combinaram na perfeição com calças desportivas e ténis. Ao mesmo tempo, vestidos e blusas com padrões floridos foram decorados com elementos irreverentes em pele. Existem dois conjuntos que não me saem da cabeça: o todo branco com o colete e o do vestido verde - ah e camisola de Stranger Things, claro.
Nina Ricci
Nina Ricci foi muito militar, muito feminina e muito a remeter para os loucos anos 20. Ombreiras, plumas e franjas foram os elementos chave que tornaram a colecção especial. Gosto sempre dos traços femininos da marca e o contraste com os casacos sólidos de linhas militares agradou-me imenso. Nos tons, fiquei rendida quando o amarelo pastel entrou em cena - mesmo quando acompanhado do preto.
Oscar de La Renta
Oscar de La Renta manteve a elegância a que nos tem habituado ao mesmo tempo que se demonstrou casual e divertida. A palete de cores onde brilharam amarelos, rosas, vermelhos e amarelos [sempre ao lado do preto e branco] foram o ponto alto assim como os vestidos de gala em tule colorido ou decorados com lantejoulas - e os padrões originais que pareciam obras de arte.
Chanel
Em Chanel tudo girou em torno da água. No cenário haviam cascatas e nas roupas viam-se muitos azuis esverdeados e verdes azulados. O líquido da vida inspirou as botas, as malas, os chapéus e as peças de roupa em vinil transparente e impermeável - o elemento que percorreu toda a colecção e que conviveu tão bem com o clássico tweed. Destaque também para a vibrante maquilhagem.
Carolina Herrera
Carolina Herrera ficou marcada por uma elegância soberba em vários tons de amarelo, azul e branco. Vestidos fluídos ou mais estruturados que tanto podiam ser mais minimalistas como mais arrojados - misturando cores e padrões - foram o ponto alto desta colecção que gritava verão a cada minuto de desfile.
Tom Ford
Tom Ford apresentou uma colecção onde o preto, o branco e a ganga foram protagonistas. No entanto, foram os ocasionais salpicos de cores que uniram toda a colecção. Blazers de ombros largos, bralets, gabardines em pele - as minhas peças preferidas a par do fato preto - e vestidos colocados ao corpo foram as peças que mais se destacaram neste desfile que teve uma leve sensualidade típica dos anos 90.

Qual a vossa preferida?
No início deste mês de Julho as atenções estiveram viradas para os desfiles de alta-costura - onde foram apresentadas as propostas para as próximas estações frias. Depois de dar uma vista de olhos pelos vários designers foram poucas as colecções que me deixaram rendida. De todas, trago-vos aquelas cinco que foram as minhas preferidas. A Valentino e a Dior foram, sem dúvida, as minhas preferidas - a prova de que Maria Gazia Chiuri está no sítio certo. Gostei da Valentino pelas linhas minimalistas e pelos cortes simples mas de uma precisão de mestre. Além disso, o arco-íris de cores que foi percorrido durante toda a colecção de forma muito harmoniosa e os leves bordados que decoravam algumas das peças encantaram-me. Foi uma pausa no registo étnico a que a casa nos tem habituado e soube mesmo bem ver esta abordagem mais fresca e leve. Na Dior adorei os traços masculinos - muito Sherlock Holmes - que contrastaram na perfeição com os apontamentos mais femininos da maison. Longos e pesados sobretudos conviveram com saias de tule e com vestidos fluídos. Pessoalmente, identifico-me muito com este género de oposições. Além disso, gostei imenso do uso dos mil e um tons de cinzento.
Ulyana Sergeenko e a sua colecção que nos remetem para os deliciosos anos 20 foi outra das minhas preferidas. Assim, como Giambattista Valli e os seus detalhes românticos e cores frescas. Para terminar destaco a colecção da Chanel pelo registo um pouco à la Sherlock Holmes e pelos vestidos elegantes em tons neutros. Como menção honrosa aponto o smoking bordado da Versace que é, sem dúvida, uma peça que vou querer ver numa passadeira vermelha.

Valentino
Christian Dior
Giambattista Valli
Ulyana Sergeenko
Chanel
Versace
Qual a vossa preferida?

A inspiração foram as pinturas rupestres das grutas de Lascaux na França - muito adoradas pelo próprio Christian Dior - e a partir daí Maria Grazia Chiuri construí uma colecção de traços primitivos, de cores térreas e de espírito selvagem. O desfile aconteceu ao ar livre, no meio da natureza deserta de Los Angeles à hora do pôr-do-sol e com dois grandes balões de ar quente ao fundo. As tendas e as pequenas fogueiras fizeram do cenário um verdadeiro acampamento selvagem que se podia localizar entre os primórdios da humanidade e o faroeste americano. Aliás, toda a colecção se formou em volta destes dois traços. Por uma lado as peças tinham padrões primitivos naquilo que era uma interpretação artística das pinturas de animais das caves de Lascaux e por outro as modelos usavam todas chapéus de cowboy e traças selvagens. Além disso, houve franjas, pêlo, detalhes em cabedal, ponchos de mil e uma formas e tons quentes. 
Os vestidos mantiveram a linha em A, o corpete e o comprimento maioritariamente médio como é característico da marca. E claro que os modelos transparentes e em tule tão adorados pela Maria Grazia Chiuri também tiveram o seu espaço na colecção mas desta vez ganharam bordados diferentes, menos românticos e mais pré-históricos. No fundo, tivemos uma "Dior Sauvage" numa homenagem perfeita ao passado. O que acharam da colecção, gostaram ou nem por isso?
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Catarina Pinho. 21 anos. Estudante de Ciências da Comunicação. Uma rapariga ecléctica e apaixonada pela vida.

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