Batom e Botas da Tropa

Catarina Pinho. Com tecnologia do Blogger.
Um pequeno vídeo sobre "Ser Espectador Hoje" e uma curta-metragem sobre sentimentos idealizados:

Ser Espectador Hoje
Realizado para a disciplina de Géneros Televisivos.

Sem Raízes
Realizado para a cadeira de Produção e Realização Televisiva.

Espero que gostem.
Moda & Cabelo

Na categoria de roupa apenas destaco esta camisa de ganga comprada nos últimos saldos. É muito prática, versátil e perfeita para os dias mais frescos que agora se fazem sentir. Acompanhou-me muitas vezes porque cabe facilmente em qualquer mala sem amarrotar. E verdade seja dita, é uma peça que dá logo uma dose de pinta extra a qualquer look.
Na secção de beleza - mais precisamente de cabelos - mostro-vos o novo champô da The Body Shop que tenho usado nas últimas semanas. É dedicado a cabelos normais mas a sua componente purificante faz com que seja adequado a cabelos mais oleosos sem se tornar agressivo para o couro cabeludo. Até agora estou a gostar bastante da sensação de limpeza e de frescura que sinto depois de o usar e do facto de conseguir lavar o cabelo apenas de dois em dois dias. No entanto, a experiência de quem já usou imensos champôs diferentes diz-me que só a longo prazo poderei ter uma opinião completa. Estava a pensar em elaborar uma publicação sobre todos os champôs para cabelos normais a oleosos que já experimentei, o que acham?
Filmes
O I Origins é um filme que mistura ficção científica com romance e drama. O Dr. Ian Grey é um cientista apaixonado por olhos e obcecado por provar que o desenvolvimento do olhar humano faz parte da evolução natural e não de uma entidade divina como é defendido pela religião. A meio da sua pesquisa Ian apaixona-se por Sofi, uma rapariga muito espiritual e com uns olhos muito particulares. O romance entre os dois é apenas o ponto de partida para o tema central do filme, um confronto entre a ciência e a religião. Além de o ter achado um filme muito interessante tanto por girar em torno da questão do olhar como por desenvolver uma ligação entre ciência e espiritualidade, adorei os diálogos e a fotografia. É uma obra com algumas falhas mas tem tantos pontos positivos que não consegui não adorá-lo. Recomendo vivamente.
O Little Miss Sunshine é uma lufada de ar fresco cheia de pequenas mensagens e lições importantes. A história começa quando a pequena Olivie é classificada para participar num concurso de beleza. Para que ela concretize o seu sonho, toda a família - o avô que consume drogas, o pai fracassado profissionalmente, a mãe que divide a sua vida entre os problemas de todos e o tabaco, o tio que se tentou suicidar e o seu irmão revoltado que fez um voto de silêncio - partem rumo à Califórnia numa carrinha pão-de-forma. O filme é preenchido por todas as peripécias que eles enfrentam durante a viagem, das mais cómicas às mais dramáticas, das mais alegres às mais infelizes. Ao mesmo tempo que vão percorrendo quilómetros vão crescendo como pessoas e como família. Além de ser uma obra-prima pela mensagem, é uma obra-prima pelo fantástico elenco e pela maravilhosa fotografia - e pelo equilíbrio entre comédia e drama.
Inspirado em fatos reais, The Last King of Scotland é um drama político sobre a ditadura de Idi Amim no Uganda durante os anos 70 contada pela perspectiva do seu médico pessoal. Nicholas - interpretado pelo muito atraente James McAvoy - é um médico escocês que decidi ir para o Uganda ajudar a população num hospital rural mas que acaba por se tornar no médico pessoal e no confidente de Idi Amim. Um filme forte sobre um ditador responsável por mais de 300 mil mortes e um homem que cometeu muitos erros e que se apercebeu tarde daquilo de que era cúmplice. Uma obra interessante para percebermos quão subtilmente uma ditadura se instala num país e como conseguimos não ver - ou não querer ver - aquilo que está mesmo a acontecer à nossa frente. Uma fotografia saturada muito bonita, uma grande interpretação de Whitaker e de McAvoy e uma pequena dose de planos chocantes que demoraram dias a desaparecer do meu pensamento.
Vídeos
A Diesel é detentora de algumas das melhores campanhas da indústria da moda - como a Make Love Not Walls lançada em Fevereiro deste ano. Em Setembro lançou a Go With The Flaw, uma campanha que mostra o quão bonitas certas "falhas" podem ser e que diz não à perfeição. Achei lindo!
Descobri um canal no youtube que é uma máquina do tempo para os anos setenta. Freya Haley - também nome do canal - é uma rapariga apaixonada pelas décadas passadas e que transmite esse amor na sua forma de vestir, na decoração da sua casa, na edição artística dos vídeo e no seu gosto musical. Os seus lookbooks, hauls, vídeos sobre receitas vegan ou pequenos filmes sobre férias e momentos são um dose de inspiração tremenda cheia de bom gosto. Quando conheci o canal fiquei tão obcecada que vi quase todos os seus vídeos antigos. Vejam, não se vão arrepender.
Música

Este mês foi passado a ouvir as paixões musicais do verão - que vos fui falando nos últimos favoritos - mas também a cantarolar The Beatles e a dar alguma atenção a nomes portugueses. Vi Capitão Fausto e Linda Martini ao vivo em Setembro e algumas das músicas passaram directamente do concerto para a playlist diária. Serei sempre uma apaixonada pelas letras da Tem de Ser e da Febre dos Capitão Fausto mas também pelo instrumental poderoso e pelas frases curtas e fortes da Dá-me A Tua Melhor Faca e da Cem Metros Sereia dos Linda Martini. Outros nome que encontram na playlist são Father John Misty e a sua Holy Shit que tão bem descreve os dias de hoje, Slow J sempre original com a nova música Fome, Vacations a lembrar Mac Demarco, entre outros.

Quais os vossos favoritos de Setembro?

moda:
Era obrigatório incluir nos favoritos de Agosto a cesta de palha. Passei metade do verão a sonhar com ela e a outra metade a usá-la sempre que ia sair de casa e a incluí-la em todos os outfits. Apesar de parecer pouco versátil fica bem com calças de ganga, com ténis, com saltos, com vestidos e com as mais diversas cores. [Em breve trago-vos mais um look com ela.]
De roupa, elejo como peça preferida esta blusa preta com padrão de bolinhas porque é tão clássica e intemporal que me apetece usá-la constantemente.
Na secção de acessórios confesso que tenho andado viciada nestas argolas da Mango. Gosto delas por terem um toque vintage, por me remeterem para as maravilhosas décadas de 80/90 e por ficaram bem com quase tudo.
beleza:
A única novidade de cosmética de Agosto é o sabonete de rosto da portuguesa Benamôr. Sentia que usar apenas água para lavar o rosto não o limpava totalmente e, como nunca fui fã de geles de limpezas e afins, decidi experimentá-lo. Queria algo simples que apenas deixa-se a pele mais fresca e limpa e este sabonete é perfeito para isso mesmo. Além disso, a Benamôr não faz testes em animas - algo que terei cada vez mais em conta na hora de comprar maquilhagem e cosméticos. [Comprei-o no Intermaché por 1,75 euros.]

filmes:
Vi alguns filmes em Agosto mas quando penso nos meus preferidos apenas me surgem dois nomes na cabeça: Me and Earl and the Dying Girl e Letters to Juliet.
O Me and Earl and the Dying Girl é um filme que mistura comédia com drama e que tem como protagonista e narrador o Greg - um rapaz que não se identifica com os seus colegas do secundário e que evita ao máximo as interacções sociais. Tem apenas um amigo, o Earl, com quem passa tempo a fazer filmes estranhos e paródias de filmes clássicos. As coisas mudam quando a sua mãe o obriga a ser amigo de Rachel, uma colega da sua escola com leucemia. Se estão a pensar que o filme se transforma num romance, estão enganados. Este filme é essencialmente sobre a amizade. Muitas pessoas o comparam com o The Fault in Our Stars mas, pessoalmente, acho-os diferentes e gosto muito mais deste. O Me and Earl and The Dying Girl é mais realista, menos sentimental e todo o ambiente em volta é muito mais criativo visualmente - por exemplo, na questão dos bizarros filmes caseiros que vamos vendo intercalados com as cenas principais. Gostei imenso dele, acho que vale totalmente a pena verem-no.
No filme Letters to Juliet, Sophie viaja até Verona com o seu namorado e visita a Casa da Julieta - a amada de Romeu - onde pessoas de coração partido deixam cartas com pedidos de ajuda. Acaba por conhecer as Secretárias de Julieta, as mulheres que respondem às cartas, e inclusive por escrever ela própria algumas dessas respostas. Num desses dias encontra uma carta de 1957 que tinha ficado perdida e, mesmo tendo passado tanto tempo, decide responder-lhe. Aparece então Claire, a mulher que escreveu a carta há 50 anos atrás. Encorajada pela resposta de Sophie e acompanhada do seu neto Charlie, decide voltar a Itália e procurar o seu amor antigo. O filme desenrola-se a partir desta aventura e transforma-se numa jornada que constantemente nos transmite que nunca é tarde demais para o amor e que ele pode acontecer a qualquer momento. É um filme fantasioso, cheio de pequenos clichés mas muito querido e até diferente. Não é um momento cinematográfico brilhante mas gostei muito de o ver.

séries:
Já vos falei da série Game Of Thrones anteriormente - podem ler AQUI - mas tinha de incluí-la nos favoritos de Agosto. Consegui ver todas as temporadas antes da começar a nova e assim acompanhei-a em tempo real. Sobre esta última temporada apenas gostava que fosse mais comprida. No entanto, não sendo a melhor das sete, não me desiludiu e acho que deixou a história bem preparada para a próxima. Sobre a série no geral, a minha opinião mantêm-se desde a primeira vez que vos falei dela. É uma série fantástica e incrivelmente bem construída, uma das minhas preferidas sem dúvida.

 música:
A playlist de Agosto revela-se muito variada e resumo um pouco aquilo que fui ouvindo durante estas férias. Dela destaco o rock sexy da Feet Don't Fail Me do novo álbum dos Queens of the Stone Age, a Your Time do Nick Murphy que tenho ouvido vezes e vezes seguidas ou ainda a Freaking Out the Neighborhood do Mac Demarco que é provavelmente a minha música deste verão. Ouvi imenso The Black Keys, principalmente o álbum Turn Blue onde brilham faixas como a In Time, a Year in Review ou a Bullet In The Brain. A PRIDE do Kendrick Lamar também tem encantado os meus ouvidos, apesar de não seguir o artista. Vejam a playlist em baixo onde podem encontrar estas e outras músicas que fui ouvindo em Agosto:
E vocês, o que têm gostado de ver, ouvir e usar?

Beleza:
Dois bons aliados dos dias de sol mais intenso. O creme corporal da linha DermaSpa - da Dove - é um excelente amigo da pele mais seca e agredida pelo sol. É muito hidratante, tem uma textura muito suave e um cheiro muito agradável. Quanto ao protector solar da Nivea, cumpre muito bem a sua função sendo muito bem absorvido pela pele e possuindo uma textura nada pegajosa - e muito confortável de usar.

Acessórios:
Um colar minimalista que dá um toque especial a qualquer t-shirt branca - deixou-me com vontade de usar as minhas medalhas de ouro oferecidas pelos avós quando era criança no dia-a-dia. E uns óculos que fazem sem dúvida a diferença em qualquer outfit. Vermelho é uma das minhas cores e nada como uns óculos coloridos para alegrar qualquer conjunto - ainda para mais uns óculos que custaram 1,99 nestes saldos.

Livros:
O Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley é uma distopia onde nos é apresentado um mundo de seres humanos criados em laboratório e condicionados desde o seu nascimento para tomarem certos princípios como indiscutíveis. Uma sociedade totalitária, organizada por castas e onde não há espaço para aqueles que se atrevam a pensar um pouco por si próprios. Uma sociedade onde não existem guerras, nem doenças, nem crimes, nem religiões e onde tudo é estável e "limpo". Um mundo onde todos acham que são felizes e livres apenas porque não têm consciência que tudo lhes foi imposto. Um mundo onde não é tolerada a paixão ou amor e onde qualquer sofrimento se resolve com umas dramas de droga - a soma. No fundo, é o livro que nos mostra um mundo desumanizado. Um dos pontos mais interessantes no livro pretende-se numa espécie de liberdade sexual fictícia e numa desmistificação do sexo - são impostas atividades de cariz sexual às crianças desde muito cedo, por exemplo. 
A narrativa está muito bem construída e tem uma história própria com personagens e nomes o que faz com que tudo se torne mais pessoal e real. Não me quero alongar mais - acho que é bom o livro nos ir surpreendendo - quero apenas acrescentar que o considero um livro muito importante e intemporal. Pessoalmente, fiquei chocada em alguns momentos e com medo que a previsão de Huxley algum dia se concretize. Não é apenas um livro, é um alerta para nos fazer pensar um pouco.

Youtube:
Estou apaixonada pela Alicia Claire de Mello e pelo seu estilo muito Jane Birkin. Ela tem aquela essência das típicas french girls, transborda carisma por cada poro e todos os seus looks são muito naturais e parecem construídos sem esforço. Outra coisa que adoro nela é o facto de usar imensas peças vintage e de fazer muitos vídeos com as suas compras em segunda mão. Se gostam deste registo, acho que vale muito a pena darem uma vista de olhos.

Música:
Nas novidades temos Cage The Elephant, Lana del Rey e Foster The People. Os primeiros lançaram o Unpeeled, um álbum com novas versões de músicas antigas e ainda alguns covers. Fiquei rendida. Este álbum é um ponto de equilíbrio perfeito onde o rock alternativo da banda coabita com notas de música clássica vindas da orquestra de fundo. O resultado é lindíssimo em todas as músicas.
Não ouvi todo o álbum da Lana del Rey mas ouvi o suficiente para perceber que é um álbum menos negro - mas igualmente forte - e mais político. Fazem-se referências ao feminismo, à guerra e à situação da América. Destaco três música: a White Mustang, a When The World Was At War Whe Dance e a minha preferida, a Cherry. 
Das novas músicas lançadas estes mês pelos Foster The People destaco a Harden the Pain e Sit Next to Me. Gosto do seu registo único e progressivo mas o álbum não me convenceu totalmente. No entanto, é sem dúvida algo muito bom para ouvir agora no verão.

Ouvi ainda alguma música portuguesa como Capitão Fausto e Slow J. Além disso, ainda descobri uma banda que não conhecia, os Primeira Dama. Ouçam a Casa na Praia ou a Bem, não se vão arrepender - cliquem aqui para ouvir visto que não está disponível no Spotify nem no Youtube. Em cima podem encontrar a playlist com as músicas e artistas que fui referindo bem como outros que também fizeram parte do meu mês.

E vocês, quais são os vossos destaques de Julho?
Dicas, sugestões e opiniões - e outfits - para aproveitarem da melhor forma todos os festivais de verão que farão vibrar o país de norte a sul durante o verão.
1. Antecipem-se e procurem todas as informações sobre o festival a que vão e sobre os concertos. Horários, palcos, estacionamentos, pontos de refeições, casas de banho, multibanco e tudo aquilo que acham que precisam de saber. No meio de 55 mil pessoas o nosso poder de orientação tende a diminuir e por isso temos mesmo de ter uma ideia prévia dos sítios. Além disso, definam os concertos que querem mesmo ver e aqueles que, infelizmente, terão de ficar para a próxima. Provavelmente terão de sair mais cedo de um concerto para garantir um bom lugar no vosso preferido da noite. Terão mesmo de se organizar e de fazer escolhas principalmente se forem em grupo e uma pessoa quiser estar no palco secundário às 22h e outra no palco principal às 22h15.

2. Vejam concertos de bandas que não conhecem. Compramos os bilhetes porque queremos muito ver a banda X e a banda Y mas isso não nos deve impedir de assistir a concertos de artistas com os quais não estavam tão familiarizados ou de que nem sequer tínhamos ouvido falar antes. É experiência e é uma excelente oportunidade para conhecer novos estilos musicais e novas músicas. Quem sabe se não descobres uma das tuas próximas bandas favoritas.
3. Usa menos o telemóvel e vive mais a música. Uma fotografia para o Instagram é aceitável, uma sessão já ultrapassa os limites. Um foto de amigos é compreensível, 303 selfies em grupo já é exagero. Uma fotografia da tua banda preferida ou um vídeo da música da tua vida é perfeitamente normal mas um livestream nos instastories já ninguém aguenta. É melhor viver um concerto do que dizer que se está num concerto. É bom gravar certos momentos porque queremos eternizá-los e revê-los depois mas não podemos deixar que isso nos impeça de aproveitar o que está a acontecer à nossa volta. Há poucas coisas melhores do que cantar as músicas que adoramos em multidão envolvidos naquela energia e emoção que só um concerto ao vivo consegue criar.

4. No que diz respeito a roupa acho que impera sempre o conforto. Provavelmente vamos levar com cerveja em cima, de certeza que teremos de nos sentar no chão - atenção ao comprimentos dos vestidos/saias - e as probabilidades de haver pó por todo o lado são elevadíssimas. As regras dizem que se este se localizar num espaço mais urbano podemos apostar em algo mais composto mas que se o cenário for a natureza o melhor mesmo é dar prioridade à simplicidade. Acho que faz sentido.
O que podemos vestir, então? Há algumas peças que são a cara de um festival como t-shirts, peças em ganga, casacos de cabedal e um bom par de All Stars. Temos de estar confortáveis mas isso não significa que não podemos estar giras. Afinal de contas, umas calças de ganga simples são tão confortáveis como umas calças de ganga com padrão. Além disso, podemos sempre apostar em alguns acessórios como lenços e alguma bijutaria para dar um toque especial. Levem esta coisa da moda de forma natural e usem algo dentro do vosso estilo. Não invistam numa onda mais boho só porque é o que se vê no Coachella. Os brallets de renda, as coroas de flores, as franjas e as transparências já não surpreendem. E usar t-shirts dos Rolling Stones no concerto dos Tame Impala também é algo que não faz muito sentido. Deixo-vos com alguns outfits:
Número 1
Número 2
Número 3
5. Existe três peças à qual tem de dar especial atenção - ao calçado, à mala e ao casaco. No calçado façam um favor a vocês próprias e deixem cunhas e saltos em casa. Ir a um festival implica passar muito tempo em pé e caminhar bastante. Perder concertos por dores nos pés ou acabar a noite descalças é um atentado, amigas. As sandálias também não são a opção mais inteligente uma vez que não se dão muito bem com as pisadelas. Ténis são vida. Ou então, podem optar por botins mas certifiquem-se que são mesmo confortáveis. 
Prefiram uma pequena mala em vez de uma mochila. As mochilas são aparentemente mais práticas mas o mais certo é andarem a noite toda a abalroar pessoas na multidão, ficarem presas em tudo o que é sítio e serem mais facilmente assaltadas. Uma mala pequena - com espaço para telemóvel, cartões e uma nota - usada à tiracolo não vos ocupa as mãos e fica num ângulo de visão mais seguro.
Sigam o concelho da vossa mãe e da vossa avó e não deixem o casaquinho em casa. Por muito que digamos que não, no final da noite faz sempre frio e temos de lidar com um vento desagradável. Escolham um que seja fácil de colocar à cintura ou uma peça que possam arrumar dentro da mala, como uma camisa de ganga.

6. Tenham cuidado com o sol. Não dispensem a camada de protector sol antes de saírem de casa, não se esqueçam dos óculos de sol e se quiserem, levem um chapéu ou boné.

7. Leiam um artigo chamado "Os 10 mandamentos dos festivais de verão" escrito pelo Alexandre Borges para o Observador - está muito mas muito bom!

Acho que é tudo. Quais são os festivais a que vão este verão? Divirtam-se.
Beleza
No que diz respeito a produtos de beleza tenho apenas dois favoritos na lista. O exfoliante que estava a usar e o desmaquilhante acabaram e a escolha dos substitutos recaiu na Vichy - aproveitei uma promoção na loja Well's. O desmaquilhante tem a textura de um creme e por isso é muito suave, não agride a pele e claro, retira a maquilhagem muito bem. Sinto que é um dos melhores que já usei. Quanto ao exfoliante tenho apenas a dizer que cumpre o seu papel. Sinto, sem dúvida, a pele mais lisa e suave depois de o usar. Além disso, não é nada agressivo nem deixa a pele irritada - e não faz uma espuma incomodativa ao ser aplicado como um da L'Oréal que usei antes. Provavelmente irei comprei um igual quando este terminar.
Séries
 Nestes últimos meses comecei a ver duas séries que provavelmente vocês conhecem e inclusive vêem. Vi a primeira temporada - e única, até agora - de Stranger Things nas férias da Páscoa e acabei por gostar imenso. Confesso que não ia com grandes expectativas mas acabou por me deixar agarrada do início ao fim. A série é cheia de suspense e anda muito em torno da ficção científica - tem o mundo real, um universo paralelo e ainda um centro de experiências científicas. Uma das coisas que mais gosto na série é sem dúvida o elenco que é composto por adolescentes e crianças com os quais é muito fácil criar uma relação instantânea. Além disso, passa-se nos maravilhosos anos 90 e podemos ouvir The Clash na banda sonora.
A segunda série que comecei a ver foi Game of Thrones. Já tinha começado a ver há alguns anos atrás mas na altura acabei por perder o interesse. Está dentro do género de filmes e sagas que tenho tendência para gostar por isso achei que lhe devia dar uma segunda oportunidade. Ainda bem que o fiz. Apesar de só estar nas primeiras temporadas, estou a adorar. A história está incrivelmente bem construída assim como as personagens que são complexas e com personalidades bem traçadas - o que nos faz odiá-las e amá-las quase no primeiro segundo. Game of Thrones é um mundo novo cheio de fantasia mas que acaba por se revelar uma grande metáfora para a realidade. É uma daquelas que me irá acompanhar durante todo o verão.
Filmes
No que diz respeito a filmes apenas destaco o Mr. Nobody. É um filme de 2009 um pouco confuso à primeira vista mas que depois se revela numa peça cinematográfica muito interessante e com a capacidade de nos fazer pensar. O filme gira em torno de uma personagem - o Nemo Nobody - que aparece nos primeiros minutos com 118 anos de idade. É quando ele começa a contar a sua vida que o filme se inicia e somos transportados para o início desta. Depois começamos a deparar-nos com várias histórias diferentes, impossíveis de conciliar e que resultam de diferentes escolhas que ele fez ao longo da sua existência. O filme segue entre analepses e prolepses e somos constantemente bombardeados com o efeito borboleta. No fundo, qualquer escolha que façamos altera a nossa vida por mais simples que sejam. O que Nemo faz é contar as várias histórias da sua vida consoante escolhas diferentes. No entanto, o filme revela-se mais complexo quando entra em questões da metafísica como o Big Crunch, por exemplo. Para além destas questões mais complicadas, é um filme que desenvolve muito a parte das relações amorosas e a importância que estas têm na nossa vida - algo que achei que estava muito muito bem representado.
Música
Estes últimos meses têm sido muito positivos em termos musicais porque algumas das minhas bandas preferidas estão lançar novos álbuns como é o caso dos Foster The People e dos Portugal. The Man. Dos primeiros tenho mesmo de destacar a nova Pay The Man porque vai ser uma das minhas músicas deste verão, sem dúvida. Quando aos Portugal. The Man continuam a surpreender e a conciliar o seu lado mais irreverente - com a música Number One que adoro de morte - com o lado mais tradicional e a lembrar os tempos passados - com a So Young da qual gosto muito também.
Para além destes, tenho ouvido muito Slow J também. Gosto do seu estilo diferente que está num patamar muito à avançado face ao que se faz cá em Portugal na área do hip hop. Aconselho-vos a ouvir a Arte, a Cristalina ou a Alma Velha com o Valas.
Também gostei muito de ouvir a I'm So Sorry e a Friction dos Imagine Dragons - apesar de não serem uma banda que ouça diariamente - e tenho mesmo de destacar a música Drop The Game do Chet Faker com o Flume pela qual estou viciada.

Quais os vossos favoritos dos últimos meses? Beijinhos
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Catarina Pinho. 21 anos. Estudante de Ciências da Comunicação. Uma rapariga ecléctica e apaixonada pela vida.

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