Batom e Botas da Tropa

Catarina Pinho. Com tecnologia do Blogger.
"A Forma de Água" venceu ontem 4 óscares - poucos comparativamente às 13 nomeações mas a meu ver demasiados. Este filme do realizador Guilhermo del Toro promete um romance fantástico entre uma empregada de limpeza muda e uma criatura sobrenatural mas o que nos oferece é um filme que tenta bater a várias portas e que se distraí do tema principal. A acção decorre nos anos 60 em contexto de Guerra Fria entre a Rússia e os EUA. Parecia contexto suficiente para o romance e para toda a história central mas não, o argumento teve de ir tocar em todos os temas politicamente correctos. Temos uma personagem homossexual mal desenvolvida, uma cena aleatória que vai tocar no racismo e ainda um episódio de assédio sexual que nada acrescenta à história. Parece um filme construído de propósito para ganhar os Óscares com direito a todos os clichés e mais alguns.
Apoio filmes que toquem em temas pertinentes como um Moonlight, um Get Out ou um Call Me By Your Name porque é esse o seu objetivo e é por isso que o fazem tão bem. Aqui não. Eu queria um romance intenso, profundo e desenvolvido e não uma história de amor apressada. Queria criatividade e fantasia como o Guilherme del Toro fez tão bem no Labirinto de Fauno mas que aqui não foi suficiente. Queria cenas mágicas na água que durassem mais que uns segundos e que não se resolvessem com uma toalha a tapar a porta e uma casa-de-banho, nada credível, inundada até ao teto - sim, com uma simples toalha a tapar a porta ao fundo. E se fossem só estes os problemas estávamos bem. Por exemplo, nunca chegamos a perceber o porquê de terem cortado as cordas vocais a Elisa, interpretada por Sally Hawkins, em bebé. Já para não falar na personalidade forçada e mal desenvolvida do opositor desta história - aquele que pretende matar o ser humanóide - e de umas quantas cenas aleatórias e desnecessárias a ele associadas.
No entanto, o filme tem pontos positivos. Começa por nos mostrar a vida rotineira de Elisa e do seu vizinho e amigo Giles. Eles têm esta amizade bonita e solitária o que é um excelente ponto de partida para o romance. Elisa sente-se incompreendida pela sociedade por ser muda e encontra essa compreensão no homem-peixe uma vez que ele também não consegue falar e não  a "vê como incompleta". Uma mensagem lindíssima e o discurso em linguagem gestual onde isto é mostrado é dos momentos mais bonitos do filme. Assim, como as cenas em que o romance se desenvolve e onde eles comunicam por língua gestual ou através da música. [mas mesmo assim queria mais].
Também a imagem e a banda sonora são pontos fortes do filme. O ambiente é rico em tons de verde-água que nos remetem constantemente para o elemento água e que trazem alguma magia ao filme. Estas tonalidades aparecem nas fardas de limpeza, nos autocarros, na casa das personagens e em diversos pontos - é tudo azul esverdado e isso é bonito.
Para terminar, resta-me apenas dizer que acho a entrega do prémio de melhor realizador aceitável - apesar de preferir o trabalho do Paul Thomas Anderson no filme Linha Fantasma - porque a realização é, provavelmente, a melhor parte do filme. No entanto, no que diz respeito à estatueta de melhor filme não posso mesmo concordar. Preferia ver o prémio atribuído ao Três Cartazes à Beira da Estrada, ao Call Me By Our Name e até ao Linha Fantasma. E vocês, o que acham? Qual teria sido o vosso vencedor?
Foi construído em 1768 e fez 250 anos no início deste mês de Fevereiro. Fica localizado na Calçada da Ajuda - cinco minutos a pé do Palácio - e é um pequeno Versailles tropical de dois andares no coração de Lisboa. No primeiro terraço os arbustos e árvores organizam-se em formas geométricas circundando as fontes de estilo barroco que ali se encontram. A maior, a Fonte das 40 Bicas, encontra-se bem no centro e chama a nossa atenção pelas serpentes e cavalos-marinhos que jorram água para o céu.
Bem no centro está também a escadaria neo-clássica com a estátua do Infante D. José cujos degraus dão acesso ao segundo terraço. Ali, além da fantástica vista para a ponte 25 de Abril e para o Tejo, encontramos árvores de vários pontos do mundo. Algumas delas têm raízes tão profundas e dimensões tão elevadas que percebemos de imediato que estão ali há séculos. É giro imaginar as histórias que elas nos poderiam contas se falassem.
Há uma árvore que tenho de destacar, chama-se Schotia Afra e parece um pequeno alpendre pela sua estrutura e pelos bancos que se abrigam debaixo dela, é um cantinho mesmo amoroso. Neste terraço existem ainda algumas estufas - que estavam fechadas quando visitei - onde podemos ver várias espécies de suculentas ou orquídeas.
Uma visita que vale mesmo a pena para uma tarde de Domingo e que se possível se deve arrastar até ao pôr-do-sol. É incrível como depois de mais de dois anos a viver em Lisboa ainda se encontram sítios novos para explorar - em breve falar-vos-ei de outro. Esta cidade tem mais recantos escondidos que aqueles que aparenta.
Informações
Os preços de entrada no jardim são de 2 euros para adultos, 1 euro para estudantes e maiores de 65 anos, 5 euros para famílias e grátis para estudantes da Universidade de Lisboa e crianças com menos de seis anos. Como o jardim está a celebrar o seu aniversário existem várias atividades a acontecer - podem ler mais AQUI. Além disso, o espaço têm também um restaurante onde, pelo que percebi, se podem realizar festas de aniversários e outros eventos.
Em Itália, num verão qualquer na década de 80. Elio é um miúdo de 17 anos que divide a sua vida entre livros e música. Oliver é o assistente de verão do pai de Elio que chega a Itália para o ajudar com a sua pesquisa de arqueologia. Entre passeios de bicicleta pelas belas paisagens italianas, jogos de voleibol, mergulhos, alperces e músicas tocadas a guitarra ou piano, nasce uma inesperada paixão de verão. Paixão esta que tem tanto de inocente e juvenil como de erótica e intensa - um pouco como o filme, no fundo.
O romance é a história do filme mas a essência é o Elio. É este rapaz de 17 anos que olha para Oliver ao início com ciúme e admiração e que termina a olhar para ele com olhos apaixonados. É este rapaz que entra no filme com o rosto inocente da adolescência e sai dele com um amadurecimento avassalador. É este rapaz que vive um verão de descoberta da sexualidade e de auto-conhecimento [entre um namorico com uma rapariga e O seu amor de verão]. E é por isso que este filme é dele. Dele e do ator que o interpreta, Timothée Chalamet. A insegurança, a dúvida e as fragilidades dos 17 anos estão todas ali expostas no Elio, nos seus gestos, nas suas hesitações e na sua voz. Está tudo ali nos seus olhos de uma forma tão pura e verdadeira. Este romance transforma-se assim numa história de amor universal, deixando a questão da homossexualidade de lado por uns momentos, porque todos nós na nossa adolescência tivemos um pouco do Elio e isso é mesmo bonito de se ver espelhado no grande ecrã.
O "Chama-me Pelo Teu Nome", dirigido por Luca Guadagnino tem como base o romance - como o mesmo nome - de André Aciman e visualmente é uma autêntica ode aos Verões do sul de Europa numa paleta de cores com muitos azuis, muitos verdes, muitos amarelos e muitos laranjas avermelhados. Um filme bonito, de ritmo calmo e com um final que nos deixa arrebatados - bastou um discurso final do pai e um plano de Elio nos últimos segundos para que, garantidamente, nunca me vá esquecer deste filme. Não sei se vence o Óscar de melhor filme - já vi "Três Cartazes À Beira da Estrada" e acho-o um vencedor mais provável - mas espero que pelo menos o Timothée leve a estatueta de melhor ator. [Fica também a promessa de ler o livro, normalmente não me costuma acontecer mas este filme deu-me vontade de ler o livro original].

Porquê o alperce?
Bem, o alperce é um elemento simbólico que aparece várias vezes ao longo do filme. Começa com uma conversa entre Oliver e o pai de Elio onde se discute a origem etimológica da palavra "alperce". Ficamos a saber que o seu significado-raiz bem de "prematuro". Se fizermos um paralelismo com Elio e a fase de vida em que se encontra - um puro adolescente a dar os primeiros passos no mundo da sexualidade - faz todo o sentido. O alperce vai aparecendo mais vezes - nas árvores da casa de verão ou na mesa às refeições - e é até mesmo protagonista numa das cenas eróticas do filme.

[Sei que estive algum tempo afastada do blog e provavelmente muitos de vocês repararam que este esteve inactivo durante algum tempo. Estou numa fase em que não sei bem aquilo que quero fazer e aquilo com que mais me identifico pelo que o blog acabou por sofrer com isso - pensei inclusive em criar um espaço novo ou em remodelar por completo este mas não sei, não sei. Hoje apeteceu-me escrever e assim o fiz. No entanto, não prometo um regresso a 100%. Espero que tenham gostado na mesma desta publicação e desculpem qualquer coisa.]
Closer
O Closer é uma peça cinematográfica que olha de perto para as fraquezas do ser humano e para os problemas das relações amorosas contemporâneas. Um roteiro que se aproxima da vida real marcado por traições, relacionamentos e relações sexuais entre quatro personagens - que juntas formam uma quadrado amoroso que percorre toda a narrativa. Um jornalista fracassado (Dan) cruza-se por acaso com Alice, uma stripper. Passado algum tempo, Dan conhece Ana - uma fotógrafa - e apaixona-se. Entretanto, Ana envolve-se com Larry, um médico e quando damos por isso já Alice e Larry sentem uma enorme atracção um pelo outro. Não é confuso, é dinâmico, frenético - com avanços longos ou curtos no tempo - e prende-nos ao ecrã. É imprevisível, como o amor e as relações. O maior traço do filme são as personalidades fortes que acabam por definir discursos vincados, marcantes, livres de pudores e sem paninhos quentes. Os diálogos são agressivos e fazem com que filme mereça bolinha vermelha - mesmo sem haver cenas de sexo ou de nudez. [isto foi uma das coisas que achei mais interessantes no filme]
É um filme sincero, muito bem definido e sem pós mágicos. É um jogo de amor-ódio, um tabuleiro onde relações quase doentias se defrontam e onde há espaço para vários comportamentos incorrectos mas reais e humanos - e onde o amor verdadeiro não entra. Esta peça tem ainda um elenco de luxo e uma das personagens femininas mais interessantes - e com mais mistério, com mais sensualidade e polémica - da história do cinema com Alice, interpretada por Natalie Portman. Para terminar tenho de referir a música The Blower's Daughter do Damien Rice que tão bem emoldura este filme em alguns momentos.
The Grand Budapest Hotel
O The Grand Budapest Hotel é como aqueles bolos que de tão bonitos e decorados que são nem dão vontade de comer. O Wes Anderson é provavelmente um dos meus realizadores de cinema preferidos. Planos perfeitamente simétricos, alinhados ao milímetro e preenchidos com cores ricas ou tons pastel são marca do realizador e traços que me deixam agarrada ao ecrã a observar cada frame meticulosamente. Os filmes deste senhor são os melhores para quem tem um ligeiro transtorno obsessivo-compulsivo, está tudo no sítio perfeito no tempo perfeito. Mas o The Grand Budapest Hotel não é apenas um boa fotografia e uma realização exemplar, é também uma história épica.
Na República de Zubrowka - uma país fictício da Europa - existe um luxuoso e excêntrico hotel, o hotel Grande Budapeste. A narrativa decorre no ano de 1930 em torno de Gustave, o recepcionista do hotel conhecido por receber os melhores hóspedes da melhor maneira, e de Zero, o mais receite bagageiro do hotel. Tudo está tranquilo até que Gustave é acusado do homicídio de uma das fiéis clientes do hotel - e sua amante - e do roubo de uma obra de arte valiosa. Para provar a sua inocência e salvar o hotel da ruína o recepcionista irá contar a ajuda de Zero - que se tornou no seu único amigo de confiança.
Este filme é uma pequena aventura salpicada de pequenos crimes, personagens peculiares e cenários elegantemente extravagantes. Uma comédia vincada e de estilo próprio onde há espaço para histórias de amor e onde ainda se toca ao de leve nas mudanças que a guerra provocou na Europa nos anos 20.
Já viram algum destes filmes?
Cozinhar duas vezes por dia implica um grande esforço criativo para não estar sempre a jantar e almoçar a mesma comida - é que torna-se aborrecido. Aliando isso à falta de tempo e paciência, é indispensável procurar soluções rápidas, fáceis de fazer mas que sejam deliciosas. Decidi que vou partilhar pontualmente alguns dos pratos rápidos que faço tanto para jantar/almoços como para pequenos-almoços e lanches. Hoje trago-vos uma tosta de abacate e ovo - algo muito simples mas muito saboroso.
Costumo fazer duas tostas para ser uma refeição mais composta. Para isso, precisam de duas fatias de pão de forma, dois ovos, um abacate, sumo de limão, pimenta, sal e oregãos ou salsa ou os dois. Isto para a base pois podem acresentar outras coisas como queijo fresco, rúcula, frango fatiado, tomate, salmão, alface ou - como eu fiz - duas fatias de fiambre de peru.
1 - O primeiro passo é abrir o abacate, tirar o recheio da casca com uma colher e esmagá-lo numa tigela com um garfo. Depois temperam com sumo de limão, sal e pimenta (pimenta e abacate combinam mesmo muito bem). No final, só têm de misturar muito bem até formar uma pasta.
2 - De seguida, colocam uma frigideira ao lume sem nada onde apenas vão torrar as fatias do pão de forma - ou usem a torradeira, claro.
3 - O último passo são os ovos escalfados - também podem fazer estrelados. Colocam um tacho com água a ferver com sal e só têm de abrir os ovos directamente na água. Deixem estar cerca de dois minutos pois queremos que a gema fique um pouco líquida.
Para terminar só têm de colocar todos os ingredientes no pão de forma - o ovo deve ser o último a ser colocado - e temperar com o que preferirem.
Uma watchlist de filmes variados para vos motivar para o novo ano lectivo:
The Perks of Being a Wallflower - Charlie é um rapaz introvertido que teve problemas psicológicos no passado. Agora, no início do secundário ele desenvolve uma amizade com dois alunos mais velhos, Patrick e Sam, que o recebem no seu grupo alternativo e o fazem viver novas experiências. Esta obra é uma das mais ricas da lista - e uma das minhas preferidas - por tocar, mesmo que subtilmente, em vários temas. Não é apenas sobre Charlie e a sua vida presente e passada, é sobre a sua irmã e a sua relação pouco saudável, é sobre o Patrick e o seu namorado que o ignora em público, é sobre Sam e as suas más escolhas amorosas. É um filme muito inteligente que às vezes se revela divertido e outras vezes duro.
Me and Earl and the Dying Girl - Este título poderia ser substituído por: o rapaz que não se encaixa no secundário e que evita ao máximo as relações pessoais e o seu melhor amigo com quem faz filmes bizarros e a rapariga com leucemia de quem se torna amigo por "obrigação". Falei-vos deste filme - da qual gosto muito - nos favoritos de Agosto, podem ler AQUI.
Dead Poets Society - Um clássico do cinema que nos leva a um tradicional e exigente colégio onde os alunos são pressionados tanto pela escola como pelos pais para se tornarem grandes médicos, grandes advogados e grandes matemáticos. No entanto, tudo muda para um certo grupo de rapazes  quando um novo e nada ortodoxo professor de inglês lhes mostra o valor do sentimento, da arte e da poesia e lhes ensina que devem lutar pelos seus sonhos e aproveitar cada dia como se fosse o último. Um drama com traços de comédia - onde os diálogos são o ponto alto - que nos traz uma mensagem forte, intemporal e necessária.
The Breakfast Club - Um filme que reúne numa sala de castigo o rapaz nerd, a miúda popular, o jogador de basquetebol, o adolescente problemático e a rapariga bizarra. Cinco alunos diferentes que acabam por perceber que no fundo são mais parecidos do que aquilo que pensavam. É através de um grande diálogo onde se revelam medos, problemas, histórias e inseguranças que se vão quebram estereótipos e mostrando aos poucos que a vida vai para além das aparências. Um filme que acho que vale a pena ser visto pela mensagem importante e universal.
Whiplash - Numa prestigiada escola de música, um rapaz com o sonho de ser o melhor baterista de jazz do mundo entra em confronto com um professor violentamente exigente que pensa que não existem duas palavras mais perigosas que "bom trabalho". Um filme sobre a obsessiva busca pela perfeição e sobre trabalho árduo que ao mesmo tempo levanta questões éticas sobre os limites da exigência. É um dos meus preferidos da lista tanto pela carga dramática como pela fotografia e pela realização - a cargo do Damien Chazelle, o mesmo realizador de La La Land.
10 Things I Hate About You - Patrick é um rapaz intimidante com um passado misterioso que é pago para sair com Katarina, a miúda mal-humorada e de personalidade forte. Tudo isto porque Bianca - irmã mais nova de Katarina - não pode ter um encontro primeiro que a sua irmã. O que acontece no desenrolar da história já vocês devem estar a imaginar. No entanto, apesar de ser uma típica comédia romântica para adolescentes, este filme acaba por se tornar especial através de alguns momentos diferentes, de algumas falas e das próprias personalidades das personagens. Heath Ledger e Julia Stiles como protagonistas são também um ponto a favor do filme.
Easy A - Olive é uma rapariga bem comportada que decide contar uma pequena mentira sobre a sua vida sexual à melhor amiga. A novidade acaba por se espalhar pela escola e como quem conta um conto acrescenta um ponto, uma série de boatos começam a circular de boca em boca. No entanto, Olive age como se os rumores fossem verdadeiros e aproveita o momento para conseguir popularidade - mas não pelas melhores razões. Escusado será dizer que a situação acaba por se transformar numa gigante bola de neve com consequências menos boas. Uma comédia leve e divertida de onde podemos sempre tirar uma ou outra lição.
The Edge of Seventeen - Um filme sobre uma adolescente de dezassete anos chamada Nadine que pensa que o mundo chegou ao fim porque a sua única amiga começou a namorar com o seu irmão mais velho. Nadine é uma rapariga solitária, um pouco revoltada e ainda um bocadinho melodramática. Chateia-se com a melhor amiga, odeia o irmão por achar que a vida dele é perfeita, implica constantemente com o seu professor, ignora o rapaz que gosta dela, discute com a mãe e tem uma crush por um rapaz que não tem as mesmas intenções que ela. Uma obra para nos mostrar que por vezes o mundo não está contra nós - nós é que estamos contra o mundo.
Juno - Uma comédia dramática que toca no tema da gravidez na adolescência de forma diferente. Juno é uma rapariga de dezasseis anos que engravida do seu melhor amigo, Bleeker. Depois de desistir de fazer um aborto, ela decide procurar um casal que seja perfeito para adoptar o seu bebé - e encontra mas nem tudo corre como planeado, claro. Este filme acaba por se tornar numa jornada de crescimento e maturação a vários níveis. É uma obra fresca, peculiar e um bocadinho sarcástica que possui uma imagem muito bonita e um final realista que me agradou bastante.
Spectacular Now - Shutter é um rapaz irresponsável com problemas com o álcool e sem planos para o futuro. Um dia acorda - literalmente mas não como estão a pensar - ao lado de uma rapariga simpática e solitária, a Aimee. A partir desse momento nasce uma relação que durante todo o filme nos é mostrada em paralelo com os problemas de Sutter - o alcoolismo, a má relação com o pai, as poucas perspectivas para o futuro e as más notas. Um filme leve mas com uma mensagem importante que nos mostra que na maior parte das vezes somos nós a nossa maior limitação.
The Social Network - Apesar de ser um filme focado na criação do Facebook e no seu fundador, o The Social Network também nós dá uma visão da vida universitária americana. Não só porque maior parte da acção se localiza em Harvard mas porque o Facebook nasceu com o objetivo de amplificar as relações sociais que vivemos nesse meio. É uma época onde estamos constantemente a conhecer pessoas novas e o que correntemente queremos saber sobre elas é nos dados pelas várias ferramentas do Facebook: interesses, estado de relação ou o sítio onde mora/estuda. É interessante ver como esta conexão é explicada ao longo do filme. Além disso, considero-o uma obra bem construída - não linear temporalmente - e com um ritmo bastante dinâmico.
Charlie Bartlett - Admito que este é o único filme da lista que ainda não vi. No entanto, acho o roteiro interessante e por isso decidi sugeri-lo na mesma. Charlie é um rapaz rico e inteligente mas que está constantemente a ser expulso de todas as escolas privadas em que anda. Numa tentava de resolver este problema, Charlie vai ao psicólogo e muda-se para uma escola pública. Habituado ao regime privado, não se integra facilmente na nova escola até que começa a dar "consultas" de psicologia a vários alunos e se torna popular. Ele chega mesmo a fingir sintomas psicológicos e físicos para que o seu psicólogo lhe receite medicamentos e ele os possa dar aos restantes alunos para os ajudar. Achei o conceito interessante, será certamente um filme que irei ver no futuro.

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Catarina Pinho. 21 anos. Estudante de Ciências da Comunicação. Uma rapariga ecléctica e apaixonada pela vida.

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